terça-feira, 30 de junho de 2015

Versando em Puri

Prini aphon 
Arco flecha
                                                        Dauá Puri


Dieh Puky moun tschóre
Você Puri vai na mata

Lò popeh mpó pahtan
Corta a casca da árvore do ariri

Lò ambô tèouti ambô
Cortar madeira fiar madeira

Timiri tumah prini
Atar a corda ao arco

Lò uhtl'ana tèouti arining
Cortar taquara afiar a seta

Camaring omlè
Atirar ao ar

Puri






domingo, 21 de junho de 2015

Incêndio florestal

Chegamos em mais uma época das secas e algumas pessoas teimam em colocar fogo nas matas.

Sabemos que isso irá agravar a falta de água para hoje e para as futuras gerações.


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segunda-feira, 16 de março de 2015

Produtores de alimentos

    Ontem, domingo dia 15/03/2015, a COROPÓS teve o prazer de apresentar ao Irmão Dauá Puri alguns produtores familiares e orgânicos de Valença. Foi feito um circuito dentro do mercado municipal, feira, onde ali encontramos o pessoal da Associação de Produtores Orgânicos de Valença - APOV, outros produtores particulares e o dirigente do Instituto de Defesa e Desenvolvimento do Inteiro Ambiente - IDDEIA Biodisgestores. Dentre os vários clientes ali presentes fomos agraciados com uma boa conversa com Lu Dutra - Povo do Café, amiga ativa no campo cultural.
    Foi uma proveitosa manhã de domingo na feira.

Schuteh!!!

Denise Wargas e Dauá Puri

APOV

Dauá com Lu Dutra - Povo do Café

Rodhegueri, produtor familiar

Milho

Ricardo (IDDEIA) e Dauá Puri

Créditos fotográficos: Lucimauro Leite
Apoio Técnico: Deyse Leite e Projeto Onça Pintada
Parceiros: APOV, IDDEIA e Povo do Café


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Agenda 21

Agendar é preciso... e por em prática???

     Ontem em Vassouras-RJ ocorreu uma oficina do projeto SIM - Sustentabilidade em Instituições e Municípios. Projeto esse idealizado e concebido pelo Núcleo Especial da Agenda 21, Diretoria de Gestão das Águas e Territórios (DIGAT) do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), financiado pelo Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam), com execução pelo Ceads/Uerj.
     Seu objetivo é contribuir para o alcance de resultados efetivos fortalecendo ferramentas de planejamento participativo e incentivando o consumo sustentável em Instituições e Municípios.
Projeto Onça Pintada
     Estiveram presentes, da Associação de Defesa Ambiental COROPÓS o Técnico Agrícola e Monitor Ambiental o Jean Labrego, a Bióloga e Coordenadora do Projeto Onça Pintada a Deyse Leite, e o Educador Ambiental e Presidente da COROPÓS o Lucimauro Leite.
Cadastro Ambiental Rural


     A oficina de ontem foi sobre a Agenda 21. Mas o que é Agenda 21? É um instrumento de planejamento para a construção de sociedades sustentáveis em diferentes bases geográficas que articula projetos integrados de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica. Resumindo, a Agenda 21 "não se trata de uma determinação, imposição ou regra legal, mas de uma carta de princípios e compromissos - uma agenda de intenções - que toda a sociedade assume." (Cadei e Santiago, 2007)
Oficina Agenda 21

     Em junho de 1992, na cidade do Rio de Janeiro ocorreu, através de convocação da Organização das Nações Unidas, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), conhecida ainda por RIO-92, ECO-92, ou Cúpula da Terra, este último por conta da presença de delegações de 179 países, sendo mensurado 117 Chefes de Estados. Evento esse que consolidou a globalização do meio ambiente consumando a globalização do Direito Internacional Ambiental. Isto traduziu uma trilogia: desenvolvimento sustentado; satisfação eqüitativa das gerações presentes e futuras; e responsabilidades comuns para diferentes.
      Foram 5 Documentos Oficiais produzidos neste encontro intergovernamental/internacional:
  • Declaração do Rio de Janeiro sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável;
  • Convenção sobre Diversidade Biológica;
  • Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação;
  • Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima;
  • Declaração de Princípios sobre Florestas;
  • Agenda 21 - Global
Todos estes documentos assinados por quase todos os signatários ali presentes, globalizaram o princípio do desenvolvimento sustentável. Princípio este que necessitamos da explicação, exitosa, do Professor Doutor Sidney Guerra em seu livro Direito Internacional Ambiental, onde "o princípio do desenvolvimento sustentável tem por conteúdo a manutenção das bases vitais da produção e reprodução do homem e de suas atividades, garantindo uma relação satisfatória entre os homens e seu ambiente, para que as futuras gerações também tenham a oportunidade de desfrutar os mesmos recursos que existem hoje à disposição. Ele visa compartilhar a atuação da economia com a preservação do meio ambiente e devem ser levadas em consideração as seguintes dimensões:
  1. Ecológica: refere-se à base física do processo de crescimento e tem como objetivo a manutenção dos estoques de capital natural incorporados às atividades produtivas.
  2. Ambiental: refere-se à capacidade de sustentação dos ecossistemas.
  3. Social: tem como referência o desenvolvimento e como objeto a melhoria da qualidade de vida da população.
  4. Política: refere-se ao processo de construção da cidadania e visa garantir a plena incorporação dos indivíduos ao processo de desenvolvimento.
  5. Econômica: implica gestão eficiente dos recursos e regularidade de fluxos de investimento público e privado.
  6. Demográfica: revela limites da capacidade do suporte do território e de sua base de recursos.
  7. Cultural: capacidade de manter a diversidade de culturas, valores e práticas que compõem a identidade de um povo.
  8. Institucional: cria e fortalece engenharias institucionais e/ou instituições que levem em conta a sustentabilidade.
  9. Espacial: busca maior eqüidade nas relações inter-regionais.
     Cabe lembrar que a ECO-92 não foi a primeira e não será a última Conferência ou Convenção, porém pra sua efetividade haverá necessidde de disposição dos poderes constituídos em intervirem drasticamente contra a insustentabilidade desenvolvimentista.
     Os COROPÓS romperam com o presente, sonham com um futuro, diferente do mundo atual.

Por Lucimauro Leite
Educador Ambiental










segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Vazão mínima pro Guandu

A Agência Nacional de Águas ( ANA ) através da Lei 9.984/2000 que a cria e estabelece suas diretrizes para definir e fiscalizar o bom andamento dos reservatórios brasileiros públicos ou privados, e que visa garantir os usos múltiplos da água mantêm a vazão mínima do rio Paraíba do Sul para o rio Guandu, através da barragem de Santa Cecília, no município de Barra do Piraí - RJ.
     As Resoluções: 1.309, de 29 de agosto de 2014; 1.509, de 29 de setembro de 2014; e da 1.603 de outubro de 2014
        São os documentos oficiais que nos dizem desta diminuição de vazão.
        A ementa da Resolução 1309, resumidamente, assim: reduzir o limite mínimo de vazão afluente à Barragem de Santa Cecília, no rio Paraíba do Sul de 190 m³/s para 165 m³/s;
        Considerando, a escassez crescente: a Resolução 1309 já nos informa que a vazão irá ser reduzida para 160 m³/s e a Resolução 1603 prorroga seu tempo estimado até dia 30 de novembro.
        Vale ressaltar que essa seca, no território de influência do rio Paraíba do Sul, especificamente nesta barragem de Santa Cecília, houve outras épocas de menor vazão para o rio Guandu. Em 26 de setembro de 2009, através da Resolução 418 a vazão, dos mesmos 190 m³/s, para 119 m³/s, dando ainda a informação de uma descarga a jusante de Santa Cecília de 71 m³/s. Essa baixa no rio Paraíba do Sul, em nossa região, se deu por restrições influênciadas pelas Husinas Hidrelétricas de Santa Branca e Jaguari, na parte alta do rio, no estado de São Paulo.
        
Rio Paraíba do Sul










quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Pacto pelo Rio Paraíba do Sul

Ontem, no auditório do IFRJ, campus de Volta Redonda, ocorreu uma reunião do Comitê de Bacia Hidrográfica do Médio Paraíba do Sul ao qual discutiu a conjuntura dos recursos hídricos.

Nosso Diretor Presidente, Professor Lucimauro Leite, esteve presente.
Para a atividade, conforme dizeres da Senhora Presidente, a Companheira Vera Lúcia, da ONG Nosso Vale Nossa Vida, informou que os 19 Prefeitos foram convocados para tal atividade, sendo somente computada a presença de representantes de 9 cidades, das 19 abrangentes. 

Com todos os considerandos, ficou claro que a escassez, motivo da solicitação do governo de São Paulo objetivando uma nova transposição de considerável volume do curso do Rio Paraíba do Sul para abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo , também atinge a Bacia do Rio Paraíba do Sul. Conforme a apresentação do Diretor Executivo da Agência da Bacia do Rio Paraíba do Sul, o braço executivo do Comitê, nos diz que estamos em estiagem prolongada afetando a captação para abastecimento público e seus diversos modos de uso.
Nosso limite para uso está chegando ao extremo, poderemos também entrar no volume morto de nossos reservatórios, ao qual a qualidade, a potabilidade, da água será afetada.

AGEVAP


Paraíba do Sul

O Pacto pelo Rio Paraíba do Sul é uma proposta que os poderes municipais considerem o Programa de Recuperação Qualitativa e Quantitativa da Água como propursora de Políticas Públicas visando a melhor qualidade de vida das pessoas. Cita-se aqui as ações propostas:
- Coleta e tratamento de esgotos que leve a cobertura atual dos serviços para 80% de atendimento;
- Encerramento e remediação de todos os lixões;
- Redução das perdas nos sistemas de abastecimento público que tenham o rio Paraíba do sul e seus afluentes como manacial;
- Proteção e recuperação de manaciais;
- Construção de um "Pacto da Bacia" com estabelecimento de pontos de monitoramento e de controle de entrega e condições de fronteira, quantitativa e qualitativa;
- Restauração de matas ciliares em toda a bacia do Rio Paraíba do Sul;
- Proteção aos remanescentes florestais e campos de altitude serranos da bacia do rio Paraíba do Sul;
- Recuperação florestal de talvegues e sua proteção contra a entrada de gado;
- Restauração florestal que atinja pelo menos 10% do estado até 2020;
- Pagamento pro Serviços Ambientais que possam incentivar a proteção e a restauração de florestas privadas;
- Estabelecimento de controles efetivos nas ocupações de áreas de manaciais, incluindo recuperação ambiental das áreas de recarga;
- Conscientização em meios de comunicação de grande alcance, sobre o uso dos recursos hídricos com a necessidade imediata de se preservar nascentes e florestas.

Pacto pelo rio Paraíba do Sul
A proposta fora aceita e os representantes das administrações municipais presentes aderiram o Pacto. Moderou a mesa o Prefeito de Pinheiral, José Arimathéa, a Prefeita de Porto Real se fez presente, Senhora Maria Aparecida, a Cida, o Prefeito de Piraí Luiz Antonio compôs a mesa, o Vice-Prefeito de Volta Redonda, Carlos Roberto Paiva fora o outro poder constituído presente, além de secretários municipais, Anderson de Rio das Flores, Valdomiro de Barra do Piraí, a Comissão Ambiental Sul representada pelo Professor Délio Guerra, o INEA representado pelo Superintendente Regional Médio Paraíba do Sul, Senhor Sérgio. Também esteve presente a Procuradora Federal Doutora Marcela.

Pacto pelo rio Paraíba do Sul


A intervenção do COROPÓ fora a de observação de outro record alarmante: o de focos de incêndio florestais neste ano. Além de requerimento pedindo a inserção da Sociedade Cilvil Organizada no GT Especial ali criado. Que tem como foco a integração regional, o monitoramento e a junção das forças, porém o Senhor Arimathéa não contemplou a participação social, ao qual, necessitamos do controle social. Governança e Governabilidade Professor!!!

O evento teve a conbertura da TV Rio Sul, acesse o link abaixo:

http://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/rjtv-2edicao/videos/t/edicoes/v/baixo-nivel-do-rio-paraiba-do-sul-e-tema-de-encontro-em-volta-redonda-rj/3761090/